terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O que o governo espera dos tablets para escolas públicas?



O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, prometeu que ano passado veríamos um edital para a compra de tablets voltados às escolas públicas. Segundo ele, o projeto beneficiaria alunos, fabricantes nacionais de tablets e editoras de livros educacionais. O edital não veio, mas não se engane: o governo ainda quer tablets para as escolas públicas, e explica o motivo do atraso.
Basicamente, o MEC ainda está definindo os requisitos dos tablets. O que o governo espera dos tablets para escolas públicas?
“Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.
Bem, se uma das preocupações é custo, imagino que o governo esteja evitando certos exageros – como o governo municipal de São Paulo comprando Galaxy Tabs para professores, ou o governo de MG comprando iPads para deputados. Aparentemente o edital vai seguir o modelo da compra dos laptops Um Computador por Aluno (UCA), baseado no projeto OLPC. Sim, existe um tablet OLPC, com custo previsto de US$100 a unidade – só que, por enquanto, é um protótipo. O OLPC XO 3.0 ainda precisa de um bom refino na parte de software: o Sugar OS, com conteúdo educacional, é lento e não é 100% pensado para touchscreens.
Seja qual for o modelo usado, os tablets não vêm para substituir os laptops do UCA, como diz Gotti: “a gente espera universalizar a tecnologia unindo os tablets, os laptops e os computadores de mesa”. Segundo cálculos da Agência Brasil, esses laptops chegaram a menos de 2% dos estudantes na rede pública, mas Gotti lembra: “a intenção nunca foi universalizar o programa nem levar os laptops a todos os alunos”.
Os laptops, quando bem utilizados, dão bons resultados na educação: desde 2008, a Intel vem fornecendo Classmate PCs para escolas públicas de Piraí (RJ), que hoje tem a terceira melhor educação do RJ segundo levantamento da Firjan. O vídeo abaixo, da Intel, mostra como laptops podem ajudar na educação – e espero que os futuros tablets façam o mesmo. [Agência Brasil/Terra]
Foto por Brad Flickinger/Flickr

CPqD lança aplicativo de alfabetização para iPad





O CPqD anunciou na terça-feira (27) o lançamento de seu aplicativo de alfabetização Primeiras Palavras para o iPad. O programa já havia sido lançado para iPhone e iPod em dezembro, mas não para o tablet da Apple, e o centro está desenvolvendo uma versão do aplicativo para o sistema operacional Android, ainda sem previsão de lançamento.

Segundo comunicado, é o primeiro aplicativo para iPad com síntese de voz em português falado no Brasil, baseado na tecnologia Texto Fala, desenvolvido pelo CPqD e já usado em muitas aplicações de acessibilidade, uma vez que permite a síntese de voz muito próxima da fala natural.

O programa é voltado para crianças em processo de alfabetização, e conta com atividades para o aprendizado do alfabeto e formação de palavras e frases, associando ortografia e pronúncia a ilustrações. 

Fonte: TeleSíntese
http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/6921

domingo, 29 de janeiro de 2012

Aprendizado na ponta dos dedos


Crescimento da oferta – e do uso – de aplicativos educativos para crianças não se dá à toa: segundo educadores, esses programas motivam aprendizado

Renata Honorato
Geração touchscreen encontra nos aplicativos educativos motivação para aprender
Geração touchscreen encontra nos aplicativos educativos motivação para aprender (Thinkstock)
A facilidade com que crianças interagem com telas sensíveis ao toque chama a atenção de uma nova indústria, a de aplicativos. Entre os programas de educação para tablets mais vendidos nos Estados Unidos pela App Store, loja on-line de Apple, 80% são voltados a crianças – quase 60% miram a educação infantil, até 5 anos de idade. Boa parte dos apps pretendem desenvolver capacidades cognitivas, auxiliando no aprendizado de cores e formas e também na alfabetização, além de exercitar a coordenação motora. Segundo o estudo iLearn II, conduzido por Carly Shuler, pesquisadora do Sesame Workshop, ONG responsável pelo programa infantil Vila Sésamo, pouco menos da metade dos programas tem essas finalidades.
No Brasil, as crianças também descobriram o filão. Manoela, de apenas 2 anos, faz parte dessa geração touchscreen. Segundo sua mãe, a gerente de comunicação Isabella de Paula, de 32 anos, a menina aprendeu os primeiros números graças ao aplicativo Escolhinha da Galinha Pintadinha – uma franquia de vários títulos que já foram baixados mais de 1 milhão de vezes. "Manoela também já identifica as cores. Agora, a todo momento, pede para usar o tablet", diz Isabella.
Os especialistas ainda discutem em que medida os títulos de fato ajudam a desenvolver capacidades cognitivas e auxiliam o processo de alfabetização. Não há um veredicto a respeito – nem aqui, nem no exterior. "Por se tratar de uma tecnologia muito nova, ainda não há levantamentos conclusivos acerca da influência desses aplicativos na educação das crianças", diz o americano Michael Robb, pesquisador do Fred Rogers Center, que se dedica ao tema.
A despeito dessa lacuna, os especialistas concordam que os programinhas carregam um trunfo: a capacidade de motivar. Sim, eles estimulam as crianças a absorver conhecimento. "Aprender é um processo que exige muito empenho da parte de quem se dispõe a fazê-lo. É preciso motivação, coisa que os aplicativos oferecem", diz Gilse Antoninha Morgental Falkembach, doutora em informática aplicada à educação.
Os pais, é claro, devem ficar de olho, analisar atentamente os títulos oferecidos antes de colocá-los à disposição das crianças. "É importante que os pais incentivem o uso, desde que testem cada programa", diz Sergio Amaral, professor da Faculdade de Educação da Unicamp. "Alguns indicadores, como objetivo, valor cultural e classificação etária, podem ajudar a família a encontrar os bons aplicativos."

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Kinect poderá ser usado em PC com Windows, diz Ballmer



O principal executivo da Microsoft, Steve Ballmer, demonstrou na CES como a rede Xbox vai se tornar uma plataforma de entretenimento, educação e produtividade para ser explorada na TV, no computador pessoal e no smartphone.



 Xbox é líder no mercado de jogos
Xbox é líder no mercado de jogos
Em sua última participação em uma CES -- a Microsoft anunciou que a partir de 2013 não participará mais da feira de eletrônicos de Las Vegas -- Steve Ballmer afirmou que o console Xbox é líder no mercado de jogos e disse ainda que 18 milhões de Kinects, o dispositivo para Xbox que reconhece movimentos e voz, foram vendidos em 2011. 

“Temos muito orgulho do sucesso que o Xbox e o Kinect representam para a Microsoft e vamos expandir a experiência de uso desta plataforma também para PCs com Windows e smartphones com Windows Phone”, afirmou Ballmer. De acordo com Ballmer, PCs com Windows suportarão o Kinect a partir do dia primeiro de fevereiro.

O executivo demonstrou como os usuários de PCs, smartphones ou tablets rodando Windows, além de TVs conectadas a um Xbox, poderão assistir filmes e séries de TV por streaming ou ainda jogar games em rede.

Para fazer a demonstração, Craig Davidson, vice-presidente da divisão Xbox, usou um Nokia 900 com Windows Phone para exibir como acessar filmes e games pelo serviço Xbox Live pelo smartphone.

A Microsoft já possui acordo com as principais emissoras de TV dos Estados Unidos, como Fox e CBS, para transmitir programas de TV e eventos esportivos ao vivo, por streaming pela plataforma Xbox. Davidson também demonstrou uma espécie de Siri, a assistente de voz do iPhone 4S, desenhada para Kinect.

Por meio de comandos de voz, é possível ligar a TV, acessar jogos, mudar os canais da TV, salvar arquivos e navegar na web. Para usar o sistema de comandos de voz, no entanto, é necessário ter um Kinect acoplado ao Xbox. No computador, o uso do Kinect permitirá operar o Windows por meio de comandos de voz.

Craig demonstrou ainda um filme infantil interativo do grupo Vila Sésamo adaptado para a plataforma Xbox com Kinect. No filme, uma criança pode assistir à trama passivamente ou, por meio de gestos, interagir com os personagens, responder perguntas e decidir os rumos da história. De acordo com Craig, este tipo de tecnologia pode ser usada para criar conteúdos pedagógicos e acelerar o aprendizado das crianças.

O executivo afirmou ainda que a partir de primeiro de fevereiro será possível usar o Kinect em PCs com Windows. De acordo com Steve Ballmer, o sensor de movimentos da Microsoft deve ganhar novas aplicações ao longo de 2012. Segundo Ballmer, fabricantes de carros como a Toyota já assinaram acordos com a Microsoft para explorar o Kinect como ferramenta para ajudar na condução de veículos.

Ballmer ainda usou seu keynote para comentar as vendas do pacote Office 2010 no mundo que, segundo o executivo, representam o melhor desempenho da história da suíte de produtividade.

“Nenhuma outra versão do Office vendeu tanto e em tão pouco tempo como o Office 2010”, afirmou. Ballmer, no entanto, não revelou o número de licenças do Office vendidas em 2011.
Ao comentar o desempenho de outros produtos da Microsoft, Ballmer disse ainda que o buscador Bing já detém 30% do mercado americano, se contabilizadas as buscas feitas também do Yahoo!, empresa associada à Microsoft, o que na opinião do executivo faz frente à liderança do Google no segmento de buscas.

Ballmer não fez comentários sobre o player Zune e o navegador Internet Explorer, produtos da Microsoft que enfrentam graves dificuldades frente seus competidores, como iPod e Chrome, respectivamente

Fonte: info.abril.com.br

Como a tecnologia do Kinect revolucionou o mundo




Fonte: TecnoMundo

Nos últimos anos, o mundo dos video games sofreu uma grande revolução. Osaparelhos mais recentes trouxeram um novo conceito de diversão (principalmente o Wii, um dos precursores dessa ideia), tirando os jogadores do sofá e botando a galera para se mexer, com games divertidos e focados principalmente em esportes, dança e saúde.
Se o Wii inaugurou essa nova era, o Kinect veio para mostrar que o futuro promete muito mais. E não falamos somente dos jogos de video game. Isso porque o gadget da Microsoft (que está comemorando pouco mais de um ano de lançamento) também tem mostrado muitas outras faces e vem sendo utilizado para várias outras finalidades.

Dando asas à imaginação

Em novembro de 2010, o Kinect veio ao mundo. Conhecido anteriormente como Projeto Natal, o dispositivo veio para chacoalhar o mundo dos games.


Por meio de uma tecnologia inovadora, o equipamento é capaz de mapear o ambiente em três dimensões, filmar os jogadores e receber ordens por meio de seus microfones. O fato é que esses recursos se mostram como um prato-cheio para quem curte experiências e inovações tecnológicas.
O Kinect pode, em uma definição bastante simples, dar sentidos às máquinas – e isso foi percebido rapidamente por meio dos hacks, usos alternativos e totalmente independentes do aparelho.
Em pouco tempo, alguns estudantes do MIT já conseguiram fazê-lo rodar diretamente no Windows 7. Em seguida, outros usos foram surgindo, como efeitos de invisibilidade nas imagens captadas e a sua aplicação em pequeninos robôs.


Recentemente, nós do Tecmundo abordamos como o Kinect pode revolucionar os computadores. Agora, resolvemos buscar algo mais abrangente e mostrar como o aparelho também está realizando mudanças em áreas onde menos esperamos.

Revolucionando a robótica

Se a maioria dos hacks no aparelho é feita para a criação de robôs mais inteligentes, a NSK buscou dar um sentido para todo esse desenvolvimento. A empresa japonesa conseguiu colocar para funcionar um cão-guia robótico para o auxílio de deficientes visuais.
O “animal” utiliza o Kinect para mapear o ambiente e assim identificar possíveis obstáculos para o seu mestre. Sempre que houver algo que ofereça risco, o robô avisa o dono, falando por meio de uma metálica voz feminina.


A movimentação desse cão cibernético é feita por meio de pequenas rodinhas, mas isso não o impede de dobrar as pernas e vencer escadas. Para ser ativado (e também guiar o seu dono), o bicho artificial conta com uma alça que, quando pressionada, faz o robô entrar em funcionamento.

Arqueologia

Pesquisadores de uma Universidade da Califórnia conseguiram transformar o Kinect em uma ferramenta para o mapeamento de sítios arqueológicos. Colocado em funcionamento junto com um sistema chamado de Calit2, o gadget consegue realizar uma identificação tridimensional do terreno.


Com isso, além de conseguir realizar o trabalho com mais eficiência, os arqueólogos também conseguem economizar muito dinheiro, uma vez que o aparelho substitui outro sistema muito mais caro, chamado de LIDAR.

Aulas mais divertidas

Já na sala de aula, alguns professores conseguiram lançar mão do Kinect para deixar as aulas de geografia mais divertidas. Utilizando o gadget da Microsoft, um projetor, um computador e uma caixa de areia, os educadores fizeram as aulas de topografia muito mais atraentes.
A ideia é simples: os terrenos são criados na caixa de areia, o sistema então os identifica por cores e altura e, por fim, essas divisões são projetadas na “maquete real”. Até mesmo a água pode ser mapeada.

Cuidando dos mais velhos



Alguns dos usos alternativos do Kinect mais elogiados dizem respeito à saúde e qualidade de vida das pessoas. Em uma universidade de Berlim, cientistas conseguiram criar uma cadeira de rodas que pode ser comandada pelo aparelho. A invenção é capaz inclusive de identificar e desviar de obstáculos.
Em outra instituição, os pesquisadores desenvolveram uma espécie de radar para ser utilizado no auxílio de pessoas com deficiência visual. Em setembro passado, um projeto de uma universidade dos Estados Unidos visava adaptar o Kinect para ser utilizado no monitoramento de pacientes idosos.
Também nesse sentido, em alguns hospitais americanos o aparelho vem sendo usado para a identificação de doenças em pacientes mais velhos. O reconhecimento de movimentos é capaz de apontar alterações na maneira de andar, encurvamentos da coluna e riscos de quedas.

No auxílio de cirurgias

Kinect na sala de cirurgia (Fonte da imagem: Sagetronics)

Entre todos esses recursos, talvez o mais impressionante seja a utilização do Kinect em delicadas operações. Duas maneiras já foram trabalhadas para levar o video game para dentro da sala de cirurgia.
Em procedimentos que utilizam câmeras e bisturis eletrônicos, médicos têm usado o Kinect para ter uma “sensibilidade real” do que está realmente acontecendo. Isso porque os joysticks normalmente utilizados podem parar de funcionar no meio de uma operação. Já com esse recurso, o médico sempre sabe (em tempo real) tudo o que ocorre durante o procedimento.
Em outros casos, o Kinect é usado para que o cirurgião não tenha que tocar os controles do computador para ajustar imagens e visualizar exames. Dessa forma se ganha tempo, uma vez que assim não é necessário ficar realizando todo o processo de esterilização a cada parada.

Kinect na sala de cirurgia (Fonte da imagem: Canadian Online Explorer)

O que está por vir?

Recentemente a Microsoft lançou um vídeo com demonstrações de como deve ser o uso Kinect daqui para frente, já que a empresa deve lançar uma nova versão do aparelho já com adaptações de hardware.
Além disso, se com a atual versão do gadget os desenvolvedores estão conseguindo criar coisas incríveis, há também quem pense na próxima versão do gadget. Segundo a Microsoft, o Kinect 2 conseguirá ler lábios e até mesmo detectar emoções de quem o utilizar.
Um dos criadores do Kinect, o brasileiro Alex Kipman afirma que o Kinect é só o começo de uma verdadeira revolução. Ao que tudo indica, ele parece estar correto.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/kinect/16237-como-a-tecnologia-do-kinect-revolucionou-o-mundo.htm#ixzz1kfmdjBvC

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Governo libera incentivo fiscal para fábrica de iPad


Foxconn, fabricante de produtos eletrônicos de Taiwan, poderá produzir iPads em sua fábrica em Jundiaí (SP) com isenção de impostos

AGÊNCIA BRASIL
Facebook lança aplicativo para iPad. O app valoriza a visualização de fotos (Foto: Reprodução)
A Foxconn, fabricante de produtos eletrônicos, recebeu autorização para produzir tablets (computadores em forma de prancheta) no Brasil com incentivo fiscal. A Foxconn é a fabricante do iPad, da norte-americana Apple, tablet mais vendido no planeta. Atualmente, a empresa tem uma fábrica em Jundiaí (SP) e está investindo na construção de mais uma unidade no município destinada à produção do iPad.
Portaria interministerial publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União habilita a Foxconn a fabricar o produto com isenção ou redução parcial de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
A portaria estendeu à Foxconn, com sede em Taiwan, o direito aos incentivos previstos por um decreto de 2006 que concede benefícios fiscais a empresas que investem em pesquisa, inovação e desenvolvimento de produtos tecnológicos. Segundo o texto, a redução de impostos abrange a fabricação de microcomputadores portáteis, sem teclado, com tela sensível ao toque e peso inferior a 750 gramas, especificações nas quais se enquadram os tablets.
Apesar de ter sido publicada apenas hoje no Diário Oficial, a portaria foi assinada na segunda-feira (23) pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; e pelo então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, que assumiu ontem (24) o Ministério da Educação.

iBooks 2: a Apple olhando para os livros didáticos

Fonte:  http://teceducacao.com.br/


Cumprindo a expectativa causada pela biografia de Steve Jobs, em que é citado o desejo de fazer com que o iPad revolucione o mercado de livros didáticos, na última quinta-feira (19/01), a Apple anunciou o aplicativo iBooks 2. A novidade é uma atualização do aplicativo iBooks, para a leitura de livros no iPad, iPhone e iPod Touch. Porém, a diferença é que agora a aposta está em livros que misturem recursos em 3D, vídeos e músicas aos textos de materiais didáticos.
Esse não é um formato novo, diversos outros livros digitais, disponíveis no próprio iPad, já oferecem essa experiência multimídia. Mas a empolgação do anúncio é por conta da estrutura preparada para fazer com que o iBooks 2 possa ser utilizado por instituições de ensino e caia nas graças de editoras de materiais didáticos. Para seguir os calendários escolares, o aplicativo possibilita que capítulos de apostilas sejam atualizados periodicamente, de acordo com a programação escolar. O leitor/aluno pode facilmente marcar trechos do livro, criar resumos de conteúdo a partir de suas anotações e responder questionários ou testes, com feedback imediato.
No entanto, as novidades são ainda mais interessante para as empresas produtoras de conteúdo educacional. Para incentivar a criação de livros para o iBooks 2, a Apple disponibilizou gratuitamente o iBooks Author, um software para a criação de e-books. Até então, a criação de livros com recursos multimídia dependia de muito investimento, por conta da programação específica para o sistema operacional do iPad. Com o iBooks Author um livro pode ser diagramado a partir de uma interface semelhante ao do PowerPoint, em que basta arrastar o recurso desejado e encontrar o melhor posicionamento na tela. O envio do livro à loja acontece pela mesma ferramenta. Os preços são definidos pelo autor do livro, desde que não passe do limite de 15 dólares. Para cada unidade vendida, 70% do valor fica com o autor e 30% com a Apple.
É difícil falar em revolução. Nos Estados Unidos, várias editoras, como a Pearson, foram anunciadas como parceiras no projeto. Acordos amplos com empresas de conteúdo e a facilidade de editar os novos livros podem, realmente, acelerar a digitalização dos materiais didáticos.
No Brasil as coisas não mudarão de uma hora para outra. Apesar do domínio do iPad entre os tablets, a maioria das escolas que adotaram esse modelo de computador optou por marcas mais baratas, e utilizam versões em .pdf de livros e apostilas. Aqui, o preço do iPad é um grande obstáculo à idéia de economia que a tecnologia poderia trazer. E acima disso tudo, resta saber o que uma revolução nos livros digitais pode fazer pelas escolas, professores e alunos, se todas as outras coisas continuarem iguais.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mercadante anuncia programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade

Aloizio Mercadante (dir.) tomou posse hoje no MEC no lugar de Fernando Haddad (esq.)
Aloizio Mercadante (dir.) tomou posse hoje no MEC no lugar de Fernando Haddad (esq.)


Em seu primeiro discurso após assumir o Ministério da Educação nesta terça-feira (24), o ministro Aloizio Mercadante anunciou um programa de alfabetização de crianças de até oito anos de idade -o "Alfabetização na Idade Certa".
“Temos de ter consciência que se uma criança não aprende a ler e a escrever até no máximo oito anos de idade, todo o processo de aprendizado no futuro fica comprometido. O custo, depois, de você recuperar pedagogicamente é muito alto e o risco é muito grande. Nós perdemos essa criança e ela simplesmente abandonará a escola. Então nós vamos dar uma ênfase especial na alfabetização: as melhores salas de aula”, afirmou.
Mercadante também anunciou um programa de ensino para a área rural, que ele chamou de "Pronacampo", com materiais educativos ligados à realidade da população que vive no campo. “Você não pode levar, com material didático, para uma criança ou jovem que mora no campo, por exemplo, o ambiente cultural da cidade. Você tem de respeitar os valores, a especificidade. Você tem que dialogar, valorizar essa cultura”, afirmou.
De acordo com interlocutores do ministério, as duas iniciativas foram formuladas durante a gestão do antecessor de Mercadante, Fernando Haddad, que saiu do cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.


Outra proposta do novo ministro é incentivar uma espécie de “residência” aos professores que estão em fase final da formação na licenciatura. Assim como os médicos, Mercadante irá propor que os professores atuem mais em salas de aula. “Estes jovens da licenciatura precisam fazer uma residência na escola. Tem que formar o professor e só se forma colocando a mão na massa na sala de aula”, destacou.
"Residência" de professores

Mesmo sem detalhar um porcentual, Mercadante destacou que defenderá um diálogo no Congresso Nacional para que parte dos lucros dos royalties do petróleo produzida nos campos do pré-sal deverá ser destinada à educação.

Enem 2011

O ministro não quis comentar a decisão do Tribunal Regional do Recife de suspender a liminar que permitia que todos os candidatos vissem as redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 corrigidas. Ele, no entanto, defende o exame como um “instrumento de acesso democrático e republicano” ao ensino superior.
 “Sobre os desdobramentos imediatos do MEC só depois que eu conversar com todas as áreas e ter uma visão bem clara. Agora, é muito importante que a gente abra um diálogo bem claro, para aperfeiçoar, para que a gente possa ter política cada vez mais cuidadosa e ver melhores formas de aplicação da prova”, afirmou.

Futuro político

Durante o discurso, o ministro disse que não vai usar o cargo como "trampolim político". "A minha gestão a frente deste ministério não será um trampolim para projetos pessoais ou partidários. Será sim uma alavanca suprapartidária para a melhoria da educação brasileira, assim como aconteceu no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.”
Mercadante disse também que sua equipe será escolhida por “critérios competentes e comprometidos com o interesse público”. “A quem vier não perguntarei por partidos ou ideologias, mas eu demandarei com rigor competência técnica e espírito público e comprometimento com o país”, afirmou.
O agora ministro da Educação deixou hoje a pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação, que foi ocupada por Marco Antônio Raupp, ex-presidente da Agência Espacial Brasileira.

Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula


Um painel para todas as disciplinas mostra quando - e como - as novas ferramentas são imprescindíveis para a turma avançar.

Amanda Polato
Recursos didáticos.Como usar a tecnologia na sala de aula.
TICs, tecnologias da informação e comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos?

Se você se identificou com mais de uma alternativa, não se preocupe. Por ser relativamente nova, a relação entre a tecnologia e a escola ainda é bastante confusa e conflituosa. Queremos ajudar a pôr ordem na bagunça buscando respostas a duas questões cruciais. A primeira delas: quando usar a tecnologia em sala de aula? A segunda: como utilizar esses novos recursos?

Dá para responder à pergunta inicial estabelecendo, de cara, um critério: só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteúdos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tornam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planejamento malfeito. "Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem colaborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas", afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica.

Da soma entre tecnologia e conteúdos, nascem oportunidades de ensino - essa união caracteriza as ilustrações desta reportagem. Mas é preciso avaliar se as oportunidades são significativas. Isso acontece, por exemplo, quando as TICs cooperam para enfrentar desafios atuais, como encontrar informações na internet e se localizar em um mapa virtual. "A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje", afirma Marcia Padilha Lotito, coordenadora da área de inovação educativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Em outros casos, porém, ela é dispensável. Não faz sentido, por exemplo, ver o crescimento de uma semente numa animação se podemos ter a experiência real.

As dúvidas sobre o melhor jeito de usar as tecnologias são respondidas nas próximas páginas. Existem recomendações gerais para utilizar os recursos em sala (veja os quadros com dicas ao longo da reportagem). Mas os resultados são melhores quando é considerada a didática específica de cada área. Com o auxílio de 17 especialistas, construímos um painel com todas as disciplinas do Ensino Fundamental. Juntos, teoria, cinco casos reais e oito planos de aula (três na revista e cinco no site) ajudam a mostrar quando - e como - computadores, internet, celulares e companhia são fundamentais para aprender mais e melhor.

Nove dicas para usar bem a tecnologia

O INÍCIO  Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.

O CURRÍCULO  No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.

O FUNDAMENTAL  Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.

O ESPECÍFICO  Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.

A AMPLIAÇÃO  Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.

O AUTODIDATISMO  A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.

A RESPONSABILIDADE
  Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.

A SEGURANÇA  Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.

A PARCERIA  Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.

Fontes: Adriano Canabarro Teixeira, especialista de Educação e tecnologia da UFRGS, Maria de Los Dolores Jimenez Peña, professora de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Da Universidade Mackenzie, e Roberta Bento, diretora da Planeta Educação.